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1954-12-31
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This thesis sets out to examine the notion of isefet, as it is found in the Coffin Texts
arising from the Middle Kingdom of Ancient Egypt (c. 1980-1640 B.C.). It is our
contention that a full-fledged analysis of the concept will help to shed light not only on
the understanding of the concept itself, but also on the overall structure of these funerary
texts.
The conceptualization hereby proposed is particularly pertinent to the extent that,
during the transition from the Old to the Middle Kingdom, one is able to discern a
flourishing and a ramification of the dialectic maet/isefet. However, of the two maet has
been, within the field of egyptological studies, the most exhaustively explored topic,
whilst isefet has not yet merited substantial study, even though the categories of
«disorder» undoubtedly call for a broader discussi...
No Egipto lágida, a moeda conheceu uma apreciável e significativa circulação e foi um importante meio de difusão e de propaganda político-ideológica da dinastia nascida do diádoco de Alexandre Magno. As peças monetárias ptolomaicas, pelos tipos, símbolos, inscrições e metal que usaram, identificam-nos e «falam-nos» do poder que as emitiu. As moedas veiculam os emblemas do rei, o seu retrato, o seu nome e proclamam, assim, a sua soberania. Em consequência, o rei é o detentor por excelência da riqueza e do prestígio. A programação e a emissão monetária reforçam simultaneamente a soberania e a glória.
Este artigo constitui, no essencial a comunicação apresentada ao Eighth International Congress of Egyptologists, realizado em 2000 no Cairo. Nele apresentamos e estudamos algumas das moedas ptolomaicas existentes em museus portugueses, nome...
Muita da legitimação do poder real dos Ptolomeus pressupõe uma (especial) relação com os deuses autóctones. A menção específica na onomástica é uma confirmação suplementar da escolha e aprovação divina e funciona, portanto, como uma legitimação do poder dos Lágidas.
Em nossa opinião, é particularmente relevante a selecção de divindades do panteão egípcio que os sacerdotes associaram aos reis lágidas. Todos eles estão, por assim dizer, ao «serviço da ideologia real». Além do mais, esta problemática das «relações com o divino» atravessa todos os Nomes do protocolo, numa inter e intra-textualidade muito significativa.
As menções a divindades do panteão egípcio presentes na titulatura real ptolomaica não são todas da mesma grandeza e tipo. Pelo próprio carácter inerente ao Praenomen e ao Nomen (ambos inscritos dentro de uma cartela), es...
A escrita foi sempre uma actividade fundamental na realidade existencial do antigo Egipto. Desde muito cedo, a profissão de escriba gozou de enorme prestígio, como ocupação administrativa segura e valiosa e como exercício mágico de registo e de criação. Muitos altos sacerdotes eram igualmente escribas (sacerdotes-funcionários).
No Período Ptolomaico, a política dos novos senhores do Egipto, com a assumida política pro-helénica e com o consequente afastamento dos Egípcios dos níveis superiores das administrações central, promoveu particularmente a língua grega como língua de administração e estimulou o interesse dos Egípcios das classes de nível mais elevado por se assimilarem à língua dos conquistadores, alterando assim profundamente a situação linguística do país.
A importação e utilização do grego como língua oficial pública e ...
A arte egípcia, como um todo, e a pintura, em particular, é uma arte intelectual que convoca simultaneamente a razão e os sentidos, resultando de uma profunda reflexão sobre as formas existentes no universo.
Neste texto tratamos os grandes princípios de expressão convencionados e repetidos durante toda a história da pintura egípcia que serviram e ajudaram justamente a fixar esta vertente intelectual estruturante e contribuíam para o seu particular charme estético.
O período dos Ptolomeus no Egipto é seguramente a continuação de períodos anteriores. Os grandes templos de Filae, Kom Ombo, Edfu, Esna e Dendera (enunciados de Sul para Norte) visitados na actualidade por milhões de turistas de todo o mundo, são obra dessa mal conhecida e, por vezes, até desprezada dinastia ptolomaica. Os Ptolomeus foram, de facto, os últimos grandes construtores no Egipto: se exceptuarmos os edifícios muçulmanos, os últimos grandes monumentos erigidos em solo egípcio têm a sua chancela.
Numa perspectiva de história de arte centrada nas produções arquitectónicas elaboradas em território egípcio, os templos do período ptolomaico concentram em si a essência de 3000 anos de história arquitectónica contínua, alcançando a perfeição de estilos pictóricos-iconográficos com milhares de anos.
A organização e decoração deste...
A partir da análise crítica de A Relíquia, publicada em 1887, pretendemos abordar o relacionamento luso-alemão estabelecido entre a personagem principal, o português Teodorico Raposo, e o seu camarada de viagem à Terra Santa, o alemão Topsius.
A construção do romance de Eça de Queirós estipula o diálogo luso-alemão como ponto prévio a todo o posterior desenvolvimento. De um lado, perfila-se um eloquente universitário, sagaz e facundo, divulgador cultural de destacada influência e consolidados méritos, último rebento de uma brilhante casta — o alemão Topsius; de outro, um burguês ambicioso, de medíocre intelecto e imoral conduta, conduzido pelo orgulho das origens aristocráticas, mas envergonhado pelo espectro do ridículo — o português Teodorico.
Uma análise atenta e aprofundada da abundantíssima iconografia, em múltiplos suportes, e dos vários relatos mitológicos do antigo Egipto de diferentes épocas chegados até nós permite-nos constatar que o sexo era uma necessidade básica dos deuses egípcios e os assuntos eróticos uma parte importante e integrante das suas existências. De facto, erotismo e sexualidade não eram, longe disso, assuntos e temas exclusivos dos humanos ou que implicassem apenas os seres humanos.
No antigo Egipto, como fenómeno socio-antropológico e teológico total, a sexualidade abrange também, portanto, as divindades. As atitudes eróticas e sexuais das divindades egípcias recobrem, de facto, uma multiplicidade de aspectos que transcende em muito a mera dimensão dos instintos e fixa-nos em comportamentos e modelos de conduta sexual que, frequentemente, possuem...
No Egipto ptolomaico, o final do reinado de Ptolomeu IV Filopator (221-205 a.C.) e o reinado de seu filho, Ptolomeu V Epifânio (205-180 a.C.), marcam um período de inflexão da história política e económica da dinastia com repercussões irreversíveis na actuação e no reconhecimento da instituição real que, paulatinamente, conduzirão o país para a órbita de Roma.
Um evento-chave que assinala esta alteração estrutural da história ptolomaica foi a Batalha de Ráfia (22 de Junho de 217 a.C.), disputada ao sul de Gaza, na Palestina, opondo Ptolomeu IV Filopator do Egipto e o rei selêucida Antíoco III, o Grande.
Pela primeira vez na história militar lágida, ao lado das habituais falanges de soldados gregos e macedónios, formaram-se falanges egípcias. Esta «inovação sensacional» mostrar-se-ia decisiva para o desenrolar da história da dinast...
