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1954-12-31
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Neste texto, apresenta-se uma leitura de Uma Fábula, de António Franco Alexandre. Explora-se sobretudo a ideia de uma poesia que desenvolve o tema do amor, através da recuperação do topos clássico da metamorfose do sujeito apaixonado. Igualmente determinante nestes poemas é o desenvolvimento de uma consciência da identidade pessoal no estabelecimento de uma pluralidade de vozes dramáticas que confluem no sujeito.
Trata-se de um ensaio longo, em que se explora a questão da infelicidade da linguagem, e da consequente impossibilidade de enunciados unívocos, na esteira das teses da Desconstrução. Neste texto, contudo, essa questão é mais acutilante porque o objecto de análise é um texto de natureza confessional e autobiográfica, a saber: o Livro II das Confissões de S. Agostinho.
Neste texto, apresenta-se uma leitura do poema maior de Cesário Verde, sugerindo que o poeta se expulsa da cidade que pretensamente descreve, seguindo assim Platão na República. A tese fundamental é que quanto mais Cesário escrever sobre a cidade menos ela lhe pertence e mais se distancia dela, no sentido em que cada linha diminui ou encurta a realidade habitável. Este texto faz parte de uma série que homenageia M. S. Lourenço.
Depois da segunda metade do século XIX e consoante a filiação platónica (maioritária) ou aristotélica (fundamentalmente equivocada pela leitura brechtiana de Aristóteles) de quem interpreta essa espécie de realismo e o realismo, o processo de participação do espectador na cena é descrito como idiotia emocional burguesa, face a uma caixa de ilusões, como possibilidade de intervenção crítica e complemento hermenêutico de um fenómeno que exige e depende do espectador, e até como metáfora, resultante de uma apropriação vocabular e técnica, para interpretar, no duplo sentido da palavra, e descrever o comportamento social dos indivíduos.
Uma dificuldade do narrador do Génesis é a situação de, inevitavelmente, ter de se servir de uma matriz antropomórfica, para descrever Deus, simulando e pretendendo, ao mesmo tempo, cumprir os desígnios de uma narrativa sobre a criação e da criação.
Neste texto, apresenta-se uma das ideias mais desenvolvidas por Paul de Man, nomeadamente a de que a linguagem é fundamentalmente infeliz porque nela gramática e retórica se encontram em constante tensão. Assim, um mesmo enunciado afirma e nega simultaneamente e não há um contexto ideal que nos esclareça acerca do sentido.
Neste texto, defende-se a ideia de que o espaço físico é sobretudo uma construção psicológica e emocional. Assim, discutem-se aos tópicos da paixão e da emoção, desde Homero à contemporaneidade, e assinala-se a sua importância na narrativa identitária do Mediterrâneo.
Trata-se de um ensaio longo sobre toda a poesia de António Franco Alexandre, e seu enquadramento no contexto da poesia portuguesa dos últimos trinta anos do século XX, até ao livro Quatro Caprichos. Discute-se com especial atenção a desconstrução metódica e musical do sentido na poesia de Franco Alexandre.
Um dos factos incontornáveis da minha vida é a conclusão quotidiana de que há
um conjunto de coisas que eu admiro e gostaria muito de saber fazer ou de fazer,
mas que não posso na verdade realizar, mesmo considerando que cumpriria uma
série de condições necessárias, mas aparentemente não su!cientes, para a sua realização.
Não se pense que são coisas muito especiais ou fora do vulgar, embora, de
um outro ponto de vista, sejam. São coisas como escrever um poema, dançar o
tango, ou, em vez de tirar vinte fotogra!as à Fontana di Trevi, desenhá-la a carvão
e aguarela numa folha de papel comprada em Florença.
Nós, os animais, vemos e movemo-nos! A troca parcial ou completa de predicados entre animais humanos e animais não humanos é, hoje, uma actividade comum, à primeira vista devedora do uso generoso de figuras de retórica e da amizade humana, correspondida ou não, apesar de, como é do conhecimento comum, o cão ser o melhor amigo do homem.
